segunda-feira, 23 de abril de 2012

SEMINÁRIO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

Projetos, custos e articulação em rede:desafios da assistência social
As inscrições são gratuitas e limitadas, condicionadas ao limite de vagas para cada atividade.
Para solicitar inscrição em 1 ou mais atividades, escreva informando seu nome completo, profissão, telefone de contato e atividade (s) para as quais solicitas inscrição. Aguarde confirmação.
E-mail: belohorizonte@itakaescolapios.org
(31) 3432.1760

Realização:ESCOLÁPIOS BRASIL /ORDEM RELIGIOSA DAS ESCOLAS PIAS

REALIZAÇÃO nos dias 26 E 27/04/12 em BELO HORIZONTE

quarta-feira, 4 de abril de 2012

CRP-MG realiza II Seminário Regional de Psicologia em Emergências e Desastres

O Conselho Regional de Psicologia - Minas Gerais, por meio do GT de Psicologia em Emergências e Desastres e com apoio no Instituto Metodista Izabela Hendrix, promoverá nos dias 12 e 13 de abril de 2012 o II Seminário Regional de Psicologia em Energências e Desastres: Refletindo práticas, perspectivas e desafios.

O evento tem como objetivo principal apresentar o cenário atual, partindo de experiências em Minas Gerais, buscando avaliar o processo de organização e configuração do trabalho dos psicólogos e psicólogas sobre o tema, com conferências, mesas redondas, e discussões temáticas.

A contemporaneidade tem se deparado com situações adversas, sobretudo de origem climática, em todo planeta. Eventos geradores de emergências e desastres passam a atingir cada vez um maior número de comunidades e pessoas. O Brasil tem se deparado com desastres de grandes proporções causados principalmente pela ação da chuva e ventos fortes, o que tem provocado mortes e destruição em muitos municípios.

No período chuvoso de Dezembro de 2011 até fevereiro de 2012, 232 municípios mineiros decretaram estado de emergência, o CRP MG se fez presente em várias ações, tais como parceria com a Secretaria Estadual de Saúde na Força Estadual de Saúde, parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte no apoio a famílias que perderam suas moradias, ministrou 04 oficinas, em parceria com o CFP, abordando a ação da psicologia em situações de emergências e desastres.

Para além das atividades pontuais em tempos de emergência, o CRP04/GT de Psicologia em Emergências e Desastres, vem acompanhando a tramitação da PL2177/2011 de autoria do Deputado Estadual Neilando Pimenta, que dispõe sobre o desenvolvimento de ações de atendimento e acompanhamento psicossocial às famílias das vítimas de calamidade pública no Estado; apoia a Associação Brasileira de Psicologia em Emergências e Desastres - ABRAPED , vem participando de seminários e estudos sobre o tema, promovendo Rodas de Conversa mensais e mantém um grupo de estudos sobre a Psicologia em Emergências e Desastres.

O Seminário também conta com os seguintes objetivos: possibilitar a expressão das produções e dos profissionais; produzir uma avaliação da conjuntura regional, nacional e internacional sobre o tema de emergências e desastres; discutir a relação do tema com as políticas públicas.

O II Seminário Regional da Psicologia em Emergências e Desastres: refletindo práticas, perspectivas e desafios, destinado a psicólogos(as), estudantes de Psicologia e outros profissionais de áreas afins, atende ao proposto pelo Sistema Conselhos e deverá contribuir na organização das referências técnico-profissionais que já vêm se desenvolvendo para a atuação de psicólogos e psicólogas, com base no direcionamento inicial do VII Congresso Nacional da Psicologia (CNP).

Inscrições: As inscrições terão uma taxa de R$30,00 (trinta reais) para profissionais e R$25,00 (vinte e cinco reais) para estudantes, sendo que as vagas são limitadas para estudantes. Para participar os interessados devem preencher a ficha de inscrição e enviá-la juntamente com o comprovante de depósito para o email comunica2@crp04.org.br ou pelo fax (31) 2138-6763.
SERVIÇO

Evento: “II Seminário Regional da Psicologia em Emergências e Desastres”

Promoção: Conselho Regional de Psicologia - Minas Gerais

Organização: GT Psicologia em Emergências e Desastres

Local: Auditório Izabela Hendrix (Rua da Bahia 2020 Lourdes BH/MG)

Data: 12 e 13 de abril de 2012

Valor da inscrição: R$30,00 (profissionais)
R$25,00 (estudantes)
Dados para depósito bancário:
BANCO DO BRASIL Nº001
Agência: 1229-7
CC: 36.974-8
Favorecido: Conselho Regional de Psicologia -MG

PROGRAMAÇÃO:

12/04/2012 (QUINTA-FEIRA)

8h00- CREDENCIAMENTO

9h00- ABERTURA

10h00 – Café Mineiro

10h30 - CONFERÊNCIA: Contribuição da Psicologia para o Enfrentamento das Emergências e Desastres

Marcos Ferreira - Doutor em Psicologia Social.Ex dirigente do Conselho Federal de Psicologia. Presidente da ABEP. Ex gestor da Biblioteca Virtual em Psicologia. Ex assessor da Secretaria Nacional de Defesa Civil. Sócio fundador da Associação Brasileira de Psicologia nas Emergências e Desastres (ABRAPED).

12h00 – ALMOÇO
13h30 – Experiências exitosas de prevenção

- Solange Fonseca de Araújo - Graduada em Psicologia Clínica na Puc – 1988. Pós Graduação em Educação Ambiental. Titulada Especialista em Psicologia Social pelo CFP.Especialista em Mobilização e Comunicação Social no Programa de Recuperação Ambiental de Belo Horizonte. Coordenadora dos Núcleos de Alerta de Chuvas em Belo Horizonte.Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa - Fundep / Prefeitura de Belo Horizonte

- Claudiane Nicolau– Secretária Municipal de Saúde de Congonhas

15h00 – Coffee Break

15h15 – Vunerabilidade Social – Afetados em Desastres

Tatiana R. Reichert - Agricultora. Presidente da ADARB- Associação dos Desabrigados e Atingidos da Região dos Baús- Ilhota/SC. Membro da comissão do MONADES- Movimento Nacional dos Afetados por Desastres Socioambientais. Afetada pelo desastre acontecido na região do Complexo do Baú em SC no ano de 2008 onde perdeu 14 familiares.

16h30 - Associação Brasileira de Psicologia em Emergências e Desastres- ABRAPED

Márcio Gagliatto - – Psicólogo e mestre em Psicologia Social pelo Programa de Pós-Graduação de Psicologia Social da PUC-SP. Membro do projeto Migração e Cultura e do Laboratório "Psicanálise e Sociedade" do Instituto de Psicologia da USP; Membro do Núcleo de Estudos e Pesquisa "Psicanálise e Política" da PUC-SP; Trabalhou em vários países na África e Ásia, e já atuou na UNESCO e em ONGs internacionais como CARE International, Save the Children e The Center for the Victims of Torture. Atualmente é membro do pool of Mental Health delegates do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Renata Miranda (CRP-04/20397) - Psicóloga e pedagoga, pós graduada em psicopedagogia, cursos de Gestão de Pessoas pela FGV e Qualificação pedagógica em saúde pela ESPMG, Membro da Força Estadual de Saúde de Minas Gerais, Conselheira CRP MG, Coordenadora do GT de Psicologia em Emergências e Desastres CRP MG, diretora por 11 anos do programa CIAME em Araçuai MG, Conselheira Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente/Araçuaí MG, diretora por 05 anos do Curumim Parque das Águas BH, coordenou capacitação DST/Aids para profissionais de saúde SUS, coordenou programas de prevenção de SIDA Moçambique, membro Programa Federal Saúde na Escola e Projeto SPE, .coordenou programa Saúde na Escola/MG e As Cores da Adolescência/SES MG- Programas de promoção da saúde para adolescentes. Coordena Projeto Prevençaõ uso de álcool, crack e outras drogas/Instituto Ajudar MG.

Rosana Dorio Bohrer - Doutora em Psicóloga Clínica e Mestre em Psicologia Social pela PUC de São Paulo. Especialista em teoria, pesquisa e intervenção para as situações de luto, separações e perdas; em psicologia aplicada a aviação pelo Instituto de Psicologia da Aeronáutica, pelo CENIPA e pela Polícia Federal, e extensão em psicologia nas emergências e desastres. Possui experiência de atuação no atendimento a crises, emergências, desastres e mortes por violência, ministrando treinamentos especializados para empresas aéreas, programas de family assistance, policia federal, policias militares, corpo de bombeiros em todo o Brasil e para a polícia nacional de Angola.

18h00 – Encerramento
ð Reunião associados e simpatizantes da ABRAPED

13/04/2012 (SEXTA-FEIRA)

9h00 – Políticas Intersetoriais de Enfrentamento às Emergências e Desastres

Rasível dos Reis - Coordenador de urgência e emergência

Giovani Prates – Capitão do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Graduado em Ciências Militares – Academia de Polícia Militar – 2000 e em Pedagogia – UFMG, 2002. Especialista em estudos de Criminalidade – UFMG; em Educação à distância – PUC MINAS; em Administração Escolar – UCAM e em Medidas de normalização contra incêndio e explosões - UNA.

Fabiano Villas Bôas – Tenente Coronel da Polícia Militar. Bacharel em Ciências Militares com Ênfase em Defesa Social/Curso de Formação de Oficiais, APM (1990). Bacharel em Direito, Faculdade de Direito Promove (2010). Pós-Graduado no Curso de Especialização em Segurança Pública da Polícia Militar de Minas Gerais – CESP (2003). Pós-Graduado no Curso de Especialização em Gestão Estratégica de Segurança Pública da Polícia Militar de Minas Gerais – CEGESP (2009). Mestrando em Direito Público – PUC/MG. Secretário Executivo CEDEC MG.

10h15 – Café
10h30 – Psicologia e Organizações Humanitárias Internacionais – Contribuições possíveis

Márcio Gagliatto - Psicólogo e mestre em Psicologia Social pelo Programa de Pós-Graduação de Psicologia Social da PUC-SP. Membro do projeto Migração e Cultura e do Laboratório "Psicanálise e Sociedade" do Instituto de Psicologia da USP; Trabalhou em vários países na África e Ásia, e já atuou na UNESCO e em ONGs internacionais como CARE International, Save the Children e The Center for the Victims of Torture. Atualmente é membro do pool of Mental Health delegates do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Lilian Gárate - CRP-04/13363 - Psicóloga Clínica, com especialização em Psicologia Hospitalar pela PUC-MG/Hospital Municipal Odilon Behrens e em 'Salud Mental en Emergencias, Catástrofes y Desastres' pela Pontificia Universidad Catolica de Chile. Psicoterapeuta bilíngue espanhol-português, com experiência em intervenção em crise, trauma e psicoterapia intercultural - imigrantes. Experiência de intervenção em terreno na VIII Región no terremoto de 2010 - Chile e realização de capacitação a bombeiros no Equador.

12h00 – ALMOÇO
13h30 – Práticas Psicológicas no enfrentamento das Emergências e Desastres

Ângela Coelho – Psicóloga. Pós-doutora e doutora em Psicologia Social University of Manitoba, Canadá. Mestre em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraíba. Atualmente, é Coordenadora do Curso de Psicologia do Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), em João Pessoa, PB. É consultora Ad hoc do Conselho Federal de Psicologia (CFP) para a área de emergências e desastres.

14h30 – Adversidade Climáticas e situação e Emergências e Desastres no Brasil

Ronaldo Vasconcelos - Engenheiro Eletricista - UFMG; Professor DESA - Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental - UFMG. Engenheiro de Segurança do trabalho - UFMG. 1983 a 1986 – Vereador à Câmara Municipal de Belo Horizonte 1987 a 1988 – Deputado Estadual 1999 a 2004 – Deputado Federal.2005 a 2008 – Vice Prefeito de Belo Horizonte 2009 – Secretário Municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte 2010 a 2012 – Presidente do Partido Verde em Minas Gerais. Atualmente Presidente da Ong Ambientalista Ponto Terra.

15h30 – Café
15h45 – A importância da Psicologia nos ciclos de gestão e desastres

Cel. Alexandre Lucas – Coronel da Polícia Militar de MG. Coordenador Municipal de Defesa Civil de BH. Pós graduado em gestão estratégica de Segurança Pública. Consultor do Centro de Pesquisas e Estudo de Desastres da Universidade Federal de Santa Catarina. Membro do Conselho Nacional de Defesa Civil. Atuou como enviado do Governo Brasileiro no desastre do terremoto do Haiti em 2010. Atuou como gestor de desastre pela Defesa Civil Nacional nos desastres de Santa Catarina - 2008 e Cocal no Piauí em 2009.

16h45 – Aspectos tranversais da atuação do psicólogo

Lilian Gárate CRP-04/13363 - Psicóloga Clínica, com especialização em Psicologia Hospitalar pela PUC-MG/Hospital Municipal Odilon Behrens e em 'Salud Mental en Emergencias, Catástrofes y Desastres' pela Pontificia Universidad Catolica de Chile. Psicoterapeuta bilíngue espanhol-português, com experiência em intervenção em crise, trauma e psicoterapia intercultural - imigrantes. Experiência de intervenção em terreno na VIII Región no terremoto de 2010 - Chile e realização de capacitação a bombeiros no Equador.

Daniel Silveira - (CRP-04/14.914) – Psicólogo. Mestre em Psicologia Social – UFMG. Logoterapeuta aprovado pela SOBRAL - Sociedade Brasileira deLogoterapia. Experiência e trabalho atual como psicoterapeuta e orientador profissional em Belo Horizonte e Barbacena. Atualmente é Professor da UNIPAC.

Rosana Dorio Bohrer Doutora em Psicóloga Clínica e Mestre em Psicologia Social pela PUC de São Paulo. Especialista em teoria, pesquisa e intervenção para as situações de luto, separações e perdas; em psicologia aplicada a aviação pelo Instituto de Psicologia da Aeronáutica, pelo CENIPA e pela Polícia Federal, e extensão em psicologia nas emergências e desastres. Possui experiência de atuação no atendimento a crises, emergências, desastres e mortes por violência, ministrando treinamentos especializados para empresas aéreas, programas de family assistance, policia federal, policias militares, corpo de bombeiros em todo o Brasil e para a polícia nacional de Angola.

18h00 - Encerramento

FONTE: http://www.crpmg.org.br/GeraConteudo.asp?materiaID=2446

quarta-feira, 14 de março de 2012

Psiquiatrização da vida e o DSM V: desafios para o início do século XXI

Crianças que fazem muita birra sofrem de um distúrbio psiquiátrico recentemente descoberto, a chamada “desregulação do temperamento com disforia”. Adolescentes que apresentam de forma particular comportamentos extravagantes podem sofrer da “síndrome de risco psicótico”. Homens e mulheres que demonstram muito interesse por sexo, quer dizer, aqueles que têm fantasias, impulsos e comportamentos sexuais acima da temperança recomendada, muito provavelmente padecem do distúrbio psiquiátrico chamado “desordem hipersexual”. Confiram o texto de Paulo Amarante, Diretor do Cebes, e Fernando Freitas, ambos pesquisadores do LAPS/Fiocruz, sobre o novo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.

Essas são algumas das várias novidades que estão sendo propostas pela Associação Americana de Psiquiatria (conhecida internacionalmente como APA), para suceder o DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), em vigor desde 1994. Há outras novidades que vem chamando a atenção de todos. Por exemplo, a “dependência à internet” e a “dependência a shopping”.

O que o DSM representa? Não apenas para a saúde pública propriamente dita, mas para a própria construção da subjetividade e intersubjetividade do homem contemporâneo? A medicalização crescente do nosso cotidiano.

Apenas para se ter uma ideia da chamada “inflação” dos distúrbios considerados objeto da psiquiatria: há cinquenta anos atrás eram seis as categorias de diagnóstico psiquiátrico, e hoje são mais de trezentas.

Nas últimas décadas o DSM tem servido como a bíblia para a chamada psiquiatria moderna e para os saberes e práticas subordinadas à sua hegemonia. Os autores de suas sucessivas edições argumentam suas pretensões são: (1) Fornecer uma “linguagem comum” para os clínicos; (2) Servir de “ferramenta” para os pesquisadores; (3) Ser uma “ponte” para a interface clínica/pesquisa; (4) Ser o “livro de referência” em saúde mental para professores e estudantes; (5) Disponibilizar o “código estatístico” para propósitos de pagamento dos serviços prestados e para fins administrativos do sistema de saúde; e, finalmente, (6) orientar “procedimentos forenses”.

Os impactos provocados por cada edição do DSM são inúmeros. Bem próximo de nós, está aí o exemplo da pesquisa da OMS sobre a saúde mental dos moradores da Metrópole de São Paulo. Segundo os resultados dessa pesquisa, cerca de 1/3 da sua população sofre de algum distúrbio psiquiátrico. A grande imprensa nacional tomou tal pesquisa para alertar à população que a situação do sistema de assistência em saúde mental do país está muito aquém das demandas dos cidadãos, muito em particular o SUS. E que sendo São Paulo uma megalópole de um país com tendências à urbanização acelerada, o seu exemplo deve ser considerado como alarmante.

O que escapa à maioria das pessoas que receberam essa notícia pela grande mídia são detalhes de grande importância para a credibilidade da própria pesquisa. Quem financiou essa pesquisa? Além da FAPESP (Fundação de Amparo a Pesquisa de São Paulo), entre outros órgãos públicos, como a própria OMS e a OPAS? Foram grandes conglomerados da indústria farmacêutica: Ortho-McNeil Pharmaceutical, a GlaxoSmithKline, Bristol-Meyers Squibb e Shire. Curiosamente, os autores declaram não haver conflito de interesses. Se isto não é conflito de interesses então é necessário revisar este conceito!

O DSM-V chega sendo objeto de grandes controvérsias. Basta uma consulta na Internet para se tomar conhecimento das contundentes críticas feitas por alguns dos principais autores do DSM-III e DSM-IV. O que o DSM-V vem reforçar ao DSM-IV? Parece ser a tendência à medicalização dos comportamentos humanos de nossa época, ao transformá-los em patológicos em seus mínimos detalhes. Nos termos que vem se tornando públicos, o DSM-V reforça a tendência a assegurar e a ampliar o mercado da saúde mental: 1) o consumo arbitrário de medicamentos de natureza psicotrópica, sem qualquer cuidado com os seus efeitos sobre a própria saúde de seus consumidores; (2) a expansão de serviços de diagnóstico e de consultas; (3) a medicalização da vida.

Na medida em que o modelo “a-teórico” (como ele mesmo se define) do DSM nos possibilita constatar, principalmente a partir desta sua quinta versão, que seu objetivo real não é lançar luz sobre o conhecimento dos sofrimentos mentais, e sim produzir mais mercado para as intervenções psiquiátricas, cumpre à sociedade recusar este projeto medicalizante/patologizante. As entidades de saúde, particularmente as médicas, os Conselhos de Saúde e de Direitos Humanos, os órgãos públicos de normalização, regulação, fiscalização (Ministério da Saúde, Ministério Público, Conselhos Profissionais, dentre outros) precisam se posicionar e cobrar a responsabilidade dos autores e multiplicadores de tais iniciativas.

Fernando Freitas é Diretor da Abrasme e Pesquisador do LAPS/Fiocruz
Paulo Amarante é Presidente da Abrasme, Diretor do Cebes e Pesquisador do LAPS/Fiocruz

Fonte:www.cebes.org.br/internaEditoria.asp?idConteudo=2429&idSubCategoria=56

sexta-feira, 9 de março de 2012

I Congresso do Saber Psicanalítico - Realização: SINPESP
I Congresso do Saber Psicanalítico dos Sindicatos Brasileiros de Psicanálise. Realização: SINPESP Apoio: SINDPES - SINPERS

Data: 19.10.2012
Endereço: Rua Conselheiro Rodrigues Alves, 1252 - Vila Mariana
Cidade: São Paulo
Estado: SP
Telefone: (11) 5575-2063
E-mail: sinpesp@sinpesp.com.br
Link:
www.sinpesp.com.br

Fonte:www.pol.org.br
Mulheres: Somos quase 90% da Psicologia brasileira

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) lançará pesquisa para conhecer melhor a categoria. Por meio de questionário, a pesquisa será realizada aleatoriamente via telefone, com quase duas mil psicólogas e psicólogos, a fim de compreender como o fato de a categoria ser, predominantemente, composta mulheres tem impactado a prática profissional. A pesquisa será lançada oficialmente durante o Debate Online Mulher: democracia, políticas públicas e cidadania, programado para o dia 28 de março às 10h.

O questionário vai abordar questões relevantes para o CFP, o perfil da psicóloga e do psicólogo pesquisado e o posicionamento destes frente a temas da Psicologia. Com base nos dados obtidos nesta pesquisa, o CFP conhecerá melhor as psicólogas brasileiras e desta forma traçará políticas que, em conjunto com as deliberações do VII CNP, dialoguem de forma mais direta com as necessidades da categoria.

Dados do Cadastro Nacional do Conselho Federal de Psicologia (CFP) apontam a existência de 215 mil profissionais de Psicologia. Desse total, aproximadamente 190 mil são mulheres.

Conferência das Mulheres

Segundo a conselheira Marilda Castelar, o CFP continuará discutindo o papel das mulheres como protagonistas de suas vidas. "As diretrizes da Conferência também nos dão subsídios para que o CFP continue qualificando a sua intervenção nesse campo", disse. Segundo Marilda, o contato com as psicólogas participantes da Conferência foi fundamental para uma articulação da Psicologia com o Movimento de Mulheres. "O evento nos permitiu conhecer práticas das psicólogas que já estão engajadas em várias dimensões do movimento [das Mulheres]", explica.

As diretrizes da Conferência são ferramentas de manutenção do Plano Nacional de Políticas para Mulheres do governo Federal. Além disso, elas também são ferramentas orientadoras de propostas para políticas públicas em âmbito nacional, estaduais e locais:

A autonomia das mulheres como princípio gerador das políticas e ações do poder público e que são propostas para a sociedade;
A busca da igualdade efetiva entre mulheres e homens, incidindo sobre as desigualdades sociais em todos os âmbitos;
O respeito à diversidade e combate a todas as formas de discriminação com medidas efetivas para tratar as desigualdades em suas especificidades;
O caráter laico do Estado como um princípio rigoroso de que as políticas públicas não podem se mover por definições religiosas;
A universalidade dos serviços e benefícios ofertados pelo Estado, o que exige justiça e transparência;
A participação ativa das mulheres no diagnóstico da realidade social, formulação das políticas, implementação, controle social.
Segundo a conselheira vice-presidente do CFP, Clara Goldman, a partir de 2010 muitas ações voltadas para dar visibilidade ao protagonismo feminino dentro da profissão foram empreendidas. A grande repercussão alcançada com o Prêmio Profissional Democracia e Cidadania Plena das Mulheres, cuja publicação será lançada no mês de abril, no Congresso da Ulapsi e disponibilizada na página do CFP, evidenciou inúmeras experiências qualificadas e de grande valor teórico e prático que talvez até então não tenham sido colocadas no cenário público da forma como o prêmio profissional promoveu.

Além disso, à época da campanha, em 2011, muitas psicólogas encaminharam imagens do seu cotidiano profissional, partilhando suas experiências, o que revela a construção da identidade da Psicologia brasileira com forte participação feminina.

A campanha realizada em 2011, Psicologia, profissão de muitas e diferentes mulheres, em conjunto com a pesquisa a ser realizada neste ano, constituem elementos propulsores da ideia de que a Psicologia precisa valorizar e reconhecer a contribuição feminina.

Finalmente com a pesquisa espera-se avançar ainda mais na compreensão do universo feminino presente na Psicologia e acerca das consequências desse protagonismo para a história da profissão.

Esperamos que a categoria, ao ser contatada pela instituição da pesquisa, acolha a iniciativa, participe e contribua para o futuro da profissão.

O Conselho Federal de Psicologia homenageia as companheiras psicólogas brasileiras e as convida para que acessem o site mulher.pol.org.br para participar das discussões que perpassam a temática "Mulher".

www.pol.org.br